Em resumoGovernança de IA em escritório de advocacia é a padronização de acesso, proteção de dados, regras de uso, supervisão e controle dos resultados. Um checklist de cinco perguntas mostra ao sócio se há lacunas: dados enviados, acesso, fornecedores, verificação das respostas e aprovação final.
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Comece por uma pergunta simples: no seu escritório, cada advogado escolhe a própria ferramenta de IA, envia documentos como quiser e configura sozinho as preferências de privacidade? Se a resposta for sim, como o sócio consegue verificar se todos adotam os mesmos cuidados? Essa dúvida, aparentemente administrativa, é o centro da discussão sobre governança de IA em escritório de advocacia.
O que a OAB já recomenda sobre IA
A Recomendação nº 001/2024 do Conselho Federal da OAB organiza orientações sobre legislação, confidencialidade, prática ética e comunicação do uso de IA generativa. Em junho de 2026, a entidade foi além e lançou o Plano Nacional de Integração da IA na Advocacia, estruturado em cinco eixos: governança, capacitação, modernização dos serviços da OAB, defesa das prerrogativas e inclusão tecnológica. Além disso, a OAB prevê consolidar suas orientações em um Código de Boas Práticas, o que sinaliza que o tema continuará ganhando densidade, como mostra o Fórum Nacional de IA na Advocacia.
Governança de IA em escritório de advocacia: da política escrita ao controle real
Tecnicamente, o nome dessa preocupação é governança de IA: padronização de acesso, proteção de dados, regras de uso, supervisão e controle dos resultados. Pois bem, políticas escritas são importantes, mas, sozinhas, não impedem que um estagiário cole um processo sigiloso em um chat pessoal. É preciso que a regra esteja embutida no ambiente de trabalho, e não apenas no manual.
Checklist de cinco perguntas para o sócio
Para decidir se o escritório está pronto, o sócio pode começar por cinco perguntas:
- Quais dados são enviados à IA?
- Quem pode acessá-los?
- Quais fornecedores participam do tratamento?
- Como as respostas são verificadas antes do uso?
- Quem responde pela aprovação final de cada peça?
Se alguma delas não tiver resposta clara, há uma lacuna de governança, e não apenas de tecnologia. Além disso, vale lembrar que, em caso de questionamento por um cliente ou pela própria OAB, é o escritório que precisará demonstrar como os cuidados foram aplicados, e não o fornecedor da ferramenta.
Qual é a base normativa para o escritório
Vale esclarecer um ponto de precisão normativa. A base para o escritório está na LGPD, no Estatuto da Advocacia, no Código de Ética e Disciplina e na recomendação da OAB. Já a Resolução CNJ nº 615/2025 regula a IA no Judiciário, e pode servir de referência sobre tendências, mas não é uma obrigação diretamente imposta aos escritórios.
Um bom ponto de partida é mapear os usos reais de IA na equipe por duas semanas, listar as ferramentas em circulação e definir quais estão autorizadas. Esse inventário costuma revelar usos que o sócio desconhecia e serve de base para a política escrita, para o treinamento da equipe e para a escolha de fornecedores com cláusulas de confidencialidade adequadas.
Ferramentas individuais versus plataforma integrada
Com ferramentas individuais, cada profissional tem preferências e procedimentos distintos, e a padronização é baixa. No PromptJus, a proposta é um ambiente jurídico integrado em que a equipe compartilha regras e recursos, com controles e procedimentos comuns, em vez de depender das escolhas isoladas de cada advogado. Ainda assim, a responsabilidade profissional permanece com quem assina a peça.
Do uso individual à governança
| Dimensão | Ferramentas individuais | Plataforma integrada (PromptJus) |
|---|---|---|
| Configuração de privacidade | Cada advogado define a sua | Regras comuns para a equipe |
| Padronização | Baixa | Procedimentos compartilhados |
| Visibilidade para o sócio | Limitada | Ambiente único e supervisionável |
| Responsabilidade final | Do advogado | Do advogado (a plataforma apoia, não substitui) |
Checklist lateral: dados enviados, acesso, fornecedores, verificação das respostas e aprovação final.
O seu escritório conseguiria responder às cinco perguntas hoje? Envie este checklist ao seu sócio e abra a conversa na próxima reunião.
Perguntas frequentes
O que é governança de IA em um escritório de advocacia?
É a padronização de acesso, proteção de dados, regras de uso, supervisão e controle dos resultados. A regra precisa estar embutida no ambiente de trabalho, e não apenas em um manual.
Quais são as cinco perguntas para o sócio autorizar o uso de IA?
Quais dados são enviados à IA, quem pode acessá-los, quais fornecedores participam do tratamento, como as respostas são verificadas antes do uso e quem responde pela aprovação final de cada peça.
A Resolução CNJ nº 615/2025 se aplica diretamente aos escritórios?
Não. Ela regula a IA no Judiciário e pode servir de referência sobre tendências, mas a base para o escritório está na LGPD, no Estatuto da Advocacia, no Código de Ética e Disciplina e na recomendação da OAB.

